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Viagens ao Mundo Antigo

Viagens ao Mundo Antigo

Viagens ao Mundo Antigo

Ao longo do tempo, a viagem ao Mundo Antigo tem constituído experiência nutritiva para muitos autores. Estas viagens fazem-se percorrendo os vestígios das paisagens e cidades antigas, que são testemunhos materiais da vida nestes tempos longínquos, mas também folheando os escritos que até nós chegaram ou observando os objetos que vemos exposto em museus…

O espólio do Museu D. Diogo de Sousa permite-nos estabelecer estas pontes com um mundo que, embora esteja longínquo no tempo, continua a ser muito fértil para artistas e pensadores contemporâneos.

Com o ciclo de conferências “Viagens ao Mundo Antigo” desejamos reunir um conjunto de pensadores de diferentes áreas disciplinares que convidamos a apresentar as ressonâncias destas viagens, tanto na sua produção própria como no trabalho dos seus pares.

Este ciclo, com organização e coordenação científica da Arq.ª Ana Sofia Silva, decorrerá entre outubro de 2025 e junho de 2026. As conferências terão uma periodicidade mensal e decorrerão no auditório do Museu de D. Diogo de Sousa, em Braga.

Da villa romana às quintas de recreio ou do cultivo, do recreio e do repouso.
Teresa Andresen

SINOPSE

Explorar uma continuidade tipológica de estruturas ordenadas inscritas na paisagem enquanto lugares de produção e de lazer, como pretexto para uma interpretação da evolução cultural do espaço rural e para uma interpelação aos desafios que a este se colocam hoje. De uma ligação produtiva e racional à terra – símbolo de sustento, ordem e negócio, associada ao refúgio e ao distanciamento,  ao prazer e à contemplação e ao ócio – ao desligamento da terra para um novo re-ligamento.

Expresso do Oriente: rotas pela Antiguidade no universo (pré)islâmico
Jorge Correia

SINOPSE

Em 1883 inaugurava-se uma viagem de comboio entre Paris e Istambul que viria a tornar-se lendária: o Expresso do Oriente. Conduzia os seus passageiros até às portas da Ásia e do Grand Tour, abrindo-lhes caminho para os vestígios e fantasmas da história ocidental, agora “desfigurados” pelas culturas árabe, persa e turca, todas elas de matriz islâmica. Esta palestra propõe um percurso que, partindo das ruínas de Constantinopla, desenha itinerários no tempo, (re)descobrindo paisagens e cidades da Antiguidade arcaica e clássica, bem como pelo atual universo islâmico que se estende pelo Médio Oriente e pelo Norte de África. Das civilizações autóctones do Crescente Fértil à primeira vaga de expansão grega, dos regionalismos helenísticos e nabateus aos anéis de colonização romana, o trajeto compõe-se de impressões pessoais que se transformam em viagem partilhada, ainda que virtual. Incluindo até os ecos bizantinos, subsistem inúmeras ruínas cristalizadas que lemos como testemunhos pétreos de uma cultura colonial e orientalista; outras, reconfiguradas em cidades de ocupação contínua, ajudam-nos a compreender as características espaciais do Islão.

Rumo ao Sul: A viagem ao Egipto da Rainha D. Amélia (1903)
Rogério Paulo Nunes Ferreira De Sousa

SINOPSE

Em 1903, o Infante D. Manuel, então com doze anos, realizava com a família real, um périplo pelo Mediterrâneo a bordo do Amélia que os levaria a Oran, Argel, Túnis, Valeta e Alexandria. Embora originalmente o destino do cruzeiro fosse a Terra Santa, o fascínio exercido pelo Egipto foi tal que a Rainha D. Amélia acabou por abdicar de Jerusalém para rumar até à Primeira Catarata do Nilo. Regressado da viagem, o Infante D. Manuel redigiu o manuscrito Viagem ao Mediterrâneo, reportando-nos um mundo que, entretanto, se transformou profundamente. É esse mundo, hoje tão difícil de entrever, que iremos reconstituir ao seguir o percurso do Infante pelo Egipto.

EL ABRAZO DE SAN AGUSTÍN
EL VIAJE DE JORGE OTEIZA A LOS ANDES COLOMBIANOS
María Teresa Muñoz

SINOPSE

Jorge Oteiza viaja para a América do Sul entre 1935 e 1949, vivendo em vários países e realizando, em 1944, uma expedição ao Alto Magdalena, na Colômbia. Ali descobre a estatuária de San Agustín, que inspira a sua investigação sobre a origem da arte e o papel criador dos mitos na transformação humana. Durante este período, afasta-se da prática escultórica para se dedicar à reflexão teórica e ao estudo das expressões artísticas ancestrais. Esta imersão no universo simbólico andino abre-lhe um novo campo de pesquisa, decisivo para a formulação da sua estética e para a compreensão da arte como força transformadora.

Se o mundo fosse claro, a arte não existiria
Martim Sousa Tavares

SINOPSE

Nesta conferência, o maestro Martim Sousa Tavares irá conduzir o público através duma viagem pelos caminhos da arte e da beleza, cruzando os seus muitos significados e possibilidades, culminando na questão “onde estamos, e para onde vamos?”. Pensado para público interessado em artes, cultura e história, e com curiosidade sobre qual o papel da beleza nas nossas vidas.