Horário de Funcionamento: 10:00 - 17:30 horas

Viagens ao Mundo Antigo

Viagens ao Mundo Antigo

Viagens ao Mundo Antigo

Ao longo do tempo, a viagem ao Mundo Antigo tem constituído experiência nutritiva para muitos autores. Estas viagens fazem-se percorrendo os vestígios das paisagens e cidades antigas, que são testemunhos materiais da vida nestes tempos longínquos, mas também folheando os escritos que até nós chegaram ou observando os objetos que vemos exposto em museus…

O espólio do Museu D. Diogo de Sousa permite-nos estabelecer estas pontes com um mundo que, embora esteja longínquo no tempo, continua a ser muito fértil para artistas e pensadores contemporâneos.

Com o ciclo de conferências “Viagens ao Mundo Antigo” desejamos reunir um conjunto de pensadores de diferentes áreas disciplinares que convidamos a apresentar as ressonâncias destas viagens, tanto na sua produção própria como no trabalho dos seus pares.

Este ciclo, com organização e coordenação científica da Arq.ª Ana Sofia Silva, decorrerá entre outubro de 2025 e junho de 2026. As conferências terão uma periodicidade mensal e decorrerão no auditório do Museu de D. Diogo de Sousa, em Braga.

“GNÔTHI S’AUTÓN OU DA FÍSICA À ÉTICA”
O Mundo Antigo e a Génese das Ciências Humanas
José Carlos de Miranda

Sinopse 

A humanidade nunca subsistiu sem o pensamento mítico e simbólico desenvolvido nas religiões. E nele continua a colher significado para dar à existência. Mas o domínio do mundo facultado pela ciência e pela técnica de que hoje desfrutamos deve-se à emergência de um ou etro pensamento, o lógico, que se lhe veio a acrescentar por volta do século V antes de Cristo. É o pensamento que tenta descrever o mundo em termos de causa e efeito. O seu primeiro exercício veio a ser chamado Filosofia e o objeto que atraiu os seus primeiros cultores, os “físicos”, foi a Natureza (Physis). Quando esse pensamento se virou do mundo a conhecer para o sujeito que o conhece, acrescentou-se à Física, matriz de todas as Ciências Naturais, uma nova Filosofia, a Ética, matriz de todas as Ciências Humanas. Veremos assim, como tem origem no Mundo Antigo, esta classificação que tão profundamente continua a estruturar a Ciência e o Ensino de hoje.

“Viagens a sítios da Grécia onde nunca fui”
Carlos Fiolhais

Sinopse

Uma das minhas melhores recordações das aulas de História no liceu foi a descoberta da Grécia Antiga. A professora apresentava-nos diapositivos cheios de luz e de ruínas. O primeiro artigo que escrevi para um jornal foi sobre o Partenon, tendo consultado para isso o livro «Hélade» de Maria Helena Rocha Pereira. Na Universidade ensinei História da Ciência, pelo que falei da ciência na Antiga Grécia, que alvoreceu com Tales e Anaximandro de Mileto, e se desenvolveu com Pitágoras de Samos, Aristóteles de Estagira, Eratóstenes de Cirene, Arquimedes de Siracusa e Hiparco de Niceia, entre outros. Já estive em muitos sítios do mundo, espalhados por quase todos os continentes. Na Europa já estive na maioria dos países, mas, por contingências do acaso e para grande pena minha, nunca se proporcionou visitar as terras desses sábios. O mais perto que estive foi quando visitei na Turquia o que resta de algumas cidades gregas, em Bodrum/ Halicarnasso e Cnido. Não pude deixar de me emocionar, já que sou, como toda a gente na Europa e no mundo, herdeiro do antigo mundo grego. Vou falar sobre esses e outros sítios da Grécia onde nunca fui, mas anseio ir, enfatizando a dívida que a ciência tem com aqueles personagens.